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Dr. Vasco Reis speaks out


A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO
BULL FIGHTING THROUGH THE EYES OF A VET
DER STIERKAMPF AUS SICHT EINES VETERINÄRS
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Armando Frade Vasco Reis  AEZA Aljezur
Marta Correia  PRAVI Faro



A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO
BULL FIGHTING THROUGH THE EYES OF A VET
DER STIERKAMPF AUS SICHT EINES VETERINÄRS
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Bull fighting through the eyes of a vet.
Both human animals and non-human animals are gifted with a nervous system, more or less developed, which allows them to feel and be conscious of their environment and to be able to distinguish what is pleasurable, dangerous, aggressive and painful.
These beings all experience sensations, emotions and feelings in a similar manner. This being the case they can use the mechanisms of fight and flight, without which, they would not be able to survive. Therefore fear and pain are essential for survival.
It is said that in some cases and without the aid of medication, animals may not feel fear and pain if they are threatened or hurt, this is a very ignorant theory, or just denial of the plain truth.
Science reveals that in the anatomic, physiologic and neurological system of the bull, the horse and man, among other mammals are extremely similar.
The reactions of these species are similar when they are threatened, frightened or hurt. Common sense tells us this, and science confirms it.
After this explanation, imagine the suffering that a human would undergo if he or she were put in place of the bull, captured and lead to the “Calvary” of a bullfight.
What would be the ethic conclusion?
Humans (bullfighters) should not inflict suffering towards other equally sensitive beings, such as bulls and horses, which they would not subject themselves to.
In the Portuguese bullfights, it is important to mention the claustrophobia and the panic that the bull experiences from when it is taken violently from its field and transported in a confined space to the ring, and how afterwards it is constantly abused with the intention of weakening it physically and emotionally before it is led out into the ring.
Once in the ring, the bull is then subjected to much provocation and torture and afterwards comes more suffering at the end, with the always violent and painful extraction of the spears, tearing and striking the skin to free the banderilla.
When it is all over, the animal is placed in a vehicle and transported to the slaughterhouse, worn out, hurt and febrile, in a severe toxic metabolic acidosis, which makes it very sick, until after a few days death finally frees it from its suffering.
The horse suffers from exhaustion and terrible psychological tension from being used as a vehicle, and from being dominated and encouraged by force to confront the bull; when the horse’s natural instinct is to run away from it.
With the heavy training, the spurs which hurt and wound it, the bits in the mouth and the chain around the jaw, which is a painful way to overpower it, the horse risks death in the ring either by syncope (heart attack) or because of the wounds inflicted on it.
It is difficult, if not impossible to believe that bullfighters and those who enjoy bullfighting can say they love bulls and horses, when they subject them to such violence, risks and suffering.
I can’t help but wonder why such a violent activity based on the public suffering of these animals, is allowed to continue, legally and authorized by law or even how it has fans and is applauded and glorified by some.
A true democracy does not permit torture. Do you? 

~ Vasco Reis, 13.6.13
"Published in Algarve Jornal 123, Portimão, Algarve, Portugal"



A tourada vista por um médico veterinário

Os animais humanos e não humanos são seres dotados de sistema nervoso, mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é agradável, perigoso e agressivo e doloroso.
Estes seres experimentam sensações, emoções e sentimentos muito semelhantes. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga, sem as quais, não poderiam sobreviver. Portanto, medo e dor são condições essenciais de sobrevivência.
Afirmar-se que nalguma situação não medicada, algum animal possa não sentir medo e dor se for ameaçado ou ferido, é testemunho da maior ignorância, ou intenção de negar uma verdade vital.
A ciência revela que o esquema anatómico, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento. O senso comum apreende e a ciência confirma-o.
Depois desta explicação, imaginem o sofrimento horrível que uma pessoa teria se fosse posta no lugar de um touro capturado e conduzido ao “calvário” de uma tourada.
Conclusão comportamental ética?
Seres humanos (tauromáquicos) não devem infligir a outros seres de sensibilidade semelhante (touros e cavalos), sofrimentos a que os próprios infligidores (tauromáquicos) não aceitariam ser submetidos.
Na tourada à portuguesa importa mencionar o terrível sentimento de claustrofobia e pânico que o touro sofre desde que é retirado violentamente da campina e transportado em aperto até à arena. Depois, há o maltrato com a finalidade de o enfraquecer física e animicamente antes de ser toureado.
Na arena, o touro enfrenta a provocação e a tortura durante a lide e no fim desta, com a retirada sempre violenta e muito dolorosa das bandarilhas, rasgando ou cortando mais o couro sem qualquer anestesia.
No final de tudo, o animal é metido no transporte, esgotado, ferido e febril, em acidose metabólica horrível que o maldispõe e intoxica, até que a morte o liberte de tanto sofrimento.
O cavalo sofre um esgotamento e terrível tensão psicológica ao ser usado como veículo, sendo dominado, incitado e lançado pelo cavaleiro e obrigado a enfrentar o touro, quando a sua atitude natural seria a de fuga e de pôr-se a uma distância segura.
À força de treino, de esporas que o magoam e ferem, de ferros na boca e corrente à volta da mandíbula, que o magoam e o subjugam, o cavalo arrisca morte por síncope/paragem cardíaca, ferimentos mais ou menos graves, até a morte na arena.
É difícil, senão impossível, acreditar que toureiros e aficionados amem touros e cavalos, quando os submetem a violência, risco, sofrimento.
Questiono-me porque se continua a permitir uma actividade que assenta na violência e no sofrimento público de animais, legalizado e autorizado por lei e até apreciado, aplaudido e glorificado por alguns?
E uma verdadeira democracia não permite nem legaliza a tortura. E você?

~ Vasco Reis,13.6.13
"Publicado no Algarve Jornal 123, Portimão, Algarve, Portugal!


Der Stierkampf aus Sicht eines Veterinärs
Menschen und Tiere sind Wesen, die mit einem mehr oder weniger hoch entwickelten Nervensystem ausgestattet sind, das es ihnen erlaubt, die Geschehnisse in ihrer Umgebung wahrzunehmen und zwischen angenehm, gefährlich, aggressiv oder schmerzhaft zu unterscheiden.
Die Wesen erleben Empfindungen, Emotionen und ähnliche Gefühle. Diese Tatsache hat Flucht- und Verteidigungsmechanismen zur Folge, ohne die sie nicht überleben könnten. Daher sind Angst und Schmerz grundlegende Voraussetzungen für das Überleben.
Die Behauptung, dass kein Tier Angst oder Schmerz verspürt, wenn es bedroht oder verletzt wird, zeugt von höchster Ignoranz oder der Absicht, eine lebenswichtige Wahrheit zu verleugnen.
Die Wissenschaft hat belegt, dass die Anatomie, die Physiologie und das Nervensystem von Stieren, Pferden, Menschen und anderen Säugetieren extrem ähnlich sind.
Die Reaktionen dieser Arten sind bei Bedrohung, Schreck oder Verletzung analog. Das lehrt uns der gesunde Menschenverstand und die Wissenschaft bestätigt es.
Stellen Sie sich nach diesen Erläuterungen nun das furchtbare Leiden eines Menschen vor, der anstatt eines Stieres eingefangen und den Qualen eines Stierkampfs ausgesetzt wird.
Zu welcher ethischen Schlussfolgerung für unser Verhalten führt das?
Menschen (Stierkampfliebhaber) dürfen anderen Wesen mit ähnlichen Empfindungen (Stieren und Pferden) keine Leiden zufügen, denen sich die Verursacher (Stierkampfliebhaber) selbst nicht ebenfalls aussetzen würden.
Beim portugiesischen Stierkampf müssen zudem das schreckliche Gefühl der Klaustrophobie und die Panik erwähnt werden, die der Stier erleidet, wenn er brutal in der Ebene eingefangen und auf einem offenen Lkw zur Arena gebracht wird. Danach beginnen die Misshandlungen mit dem Ziel, das Tier physisch und psychisch zu schwächen, bevor es schließlich in den Kampf geschickt wird.
In der Arena wird der Stier während der lide a pé, in der der Toreros, e a cavalo , in der Reiter vom Pferd aus die Banderillas in den Rücken des Stieres stößen, provoziert und gequält. Danach werden die bandarilhas (Lanzen) auf immer brutale und sehr schmerzhafte Weise wieder entfernt (gerriessen oder herausgeschnitten) .
Am Ende wird das Tier erschöpft abtranportiert - verletzt, fiebernd und mit einer metabolischen Azidose, die zu Übelkeit und Vergiftung führt - bis der Tod, einige Tage später, es von seinen Leiden erlöst.
Das Pferd leidet ebenfalls unter der Erschöpfung und der hohen psychischen Anspannung, denn es wird von seinem Reiter benutzt, beherrscht und auf den Stier gehetzt, obwohl seine natürliche Reaktion eher die Flucht wäre, um sich in Sicherheit zu bringen.
Durch die Brutalität des Trainings, die Sporen, die Eisenkandarre im Maul und die Kette um den Unterkiefer, soll das Pferd unterworfen werden. Mehr oder weniger schwere, manchmal tödliche Verletzungen oder sogar der Tod des Tieres durch Ohnmacht oder Herzstillstand in der Arena werden in Kauf genommen.
Es ist schwierig, wenn nicht sogar unmöglich, zu glauben, dass Stierkämpfer und Stierkampfliebhaber Stiere und Pferde lieben, obwohl sie Ihnen Gewalt antun, sie gefährden und sie leiden lassen.
Ich frage mich, warum ist eine Aktivität, die darauf beruht, Tiere öffentlich zu quälen und leiden zu lassen, weiterhin legal und gesetzlich erlaubt und wird von Einigen sogar geschätzt, gelobt und verherrlicht?
Eine echte Demokratie erlaubt und legalisiert die Folter nicht. Und Sie?

~ Vasco Reis, 13.6.13
"Veröffentlicht in Algarve Jornal 123, Portimão, Algarve, Portugal"

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 A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO 
Vasco Reis, estudou em Hannover, Alemanha, trabalhou como médico veterinário 7 anos na Suíça e 10 anos na Alemanha. Acompanhou de perto o mundo das touradas à portuguesa quando foi médico veterinário municipal n Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, entre 1986 a 1989. Actualmente vive uma reforma activa em Aljezur. Tem 14 gatos e 3 cães, é membro fundador de uma associação de protecção animal cujos esforços abolicionistas ajudaram a tornar este concelho algarvio livre de touradas. Recentemente esteve em Bogotá, numa cimeira onde se deu conta de grandes progressos na abolição das touradas na América Latina.


BULL FIGHTING THROUGH THE EYES OF A VET
Vasco Reis, studied in Hanover, Germany, and worked as a vet 7 years in Switzerland and 10 years in Germany. He followed the world of Portuguese bullfighting closely when he was the municipal vet in Praia da Vitória, Ilha Terceira of the Azores, between 1986 and 1989. Today he is actively retired and living in Aljezur. He has 14 cats and 3 dogs, and is a founder member of an association which protects environment and animals and whose persistence helped in the abolition of bullfighting in the Aljezur council. He recently visited a summit in Bogotá, where great progress in the abolishment of bullfighting in Latin America were reported.


DER STIERKAMPF AUS SICHT EINES VETERINÄRS
Vasco Reis, studierte Tiermedizn in Hannover, Deutschland. Er bekam als städtischer Tierarzt auf der Azoreninsel Terceira von 1986 bis 1989 näheren Einblick in die Welt des portugiesischen Stierkampfs. Heute lebt er ein aktives Leben als Pensionär in Aljezur. Er hat 14 Katzen und 3 Hunde und ist Gründungsmitglied einer Tierschutzorganisation, die sich dafür einsetzt, dass im Bezirk Aljezur keine Stierkämpfe stattfinden. Vor Kurzem war er in Bogotá bei einemn Gipfeltreffen, wobei große Fortschritte auf dem Weg zur Abschaffung von Stierkämpfen in Lateinamerika bekannt wurden.